Qual é a primeira coisa que vem à mente quando pensa em trabalhar na Costa do Marfim? O que torna isso excitante?
É um desafio. É realmente emocionante começar a partir do zero, criar uma nova empresa, e construir tudo (a fábrica, a equipa, etc.).
Quais são os seus segredos pessoais para liderar uma equipa?
Não há segredos, eu apenas tento dar um bom exemplo, mostrar motivação e respeitar as regras da empresa. Ouço a equipa, tenho discussões abertas com eles. Eu quero criar um ambiente atractivo (incluindo formação /equipa/bónus), a fim de alcançar o potencial pleno de cada funcionário. Eu explico-lhes as regras e os objectivos e deixo-os fazer o seu melhor, a fim de alcançar os objectivos. Para mim, a autonomia é um ponto-chave. Controlar não é minha tarefa favorita, mas é realmente importante verificar se as metas estão a ser alcançadas no prazo e conforme o esperado.
A Economia da Costa do Marfim é hoje uma das mais desenvolvidas na África-subsaariana. É o maior exportador mundial de cacau e um dos maiores exportadores de café. Isto é também reflectido numa base política democrática mais forte e num crescimento de uma determinada e estável classe média?
Depois da grande crise de 2011, após a eleição presidencial de 2010, a Costa do Marfim tem sido um dos países mais estáveis na área subsaariana desde 2012. Esta estabilidade e as potencialidades naturais do país (agricultura / minas/ petróleo ) têm dado confiança aos investidores. Estes investimentos permitem um certo crescimento da classe media.
Mas a taxa de desemprego ainda é alta e as duas guerras civis são uma história recente. Quais são as maiores oportunidades para a economia?
Na minha opinião, a estabilidade política será a principal questão para o desenvolvimento do país. Com a estabilidade, muitas e mais pessoas irão investir na Costa do Marfim. Este país tem uma abundância de recursos naturais. Basicamente, a agricultura, a mineração e o petróleo serão as maiores probabilidades de desenvolvimento, mas os edifícios, o turismo, a educação e a saúde serão sectores importantes também.
E o mercado da construção? Onde é que exactamente a Costa do Marfim precisa da Sika?
Tecnicamente, o mercado da construção está num nível básico. Temos aqui alguns edifícios antigos dos anos 70. A partir de 2002 (com a primeira grande crise) até 2012, a construção parou totalmente. Hoje temos novas necessidades, novas e modernas construções (hotéis, estradas, pontes, hospitais) que são realizados em parceria com investidores estrangeiros. Hoje os clientes utilizam os produtos de nível básico (SikaLatex , Sikalite, Cimento cola para cerâmica, endurecedores de pavimentos, plastificantes e adjuvantes para betão). O nosso trabalho hoje é informar e treinar todos os players da construção económica (empreiteiros, retalhistas, escritórios de controle para a construção, governo) nas soluções técnicas e inovadoras para os edifícios, e poder promovê-los. Queremos\ conduzir a transformação do mercado e, assim, garantir a nossa vantagem competitiva.
Pode identificar novas tendências na construção da Costa do Marfim?
A maioria dos arquitectos e designers tiveram a sua formação na Europa, por isso hoje a tendência é semelhante à da Europa.
Existem projectos extraordinários da Sika no país que gostaria de nos contar?
A Sika foi envolvida na remodelação na catedral de Abidjan, e a primeira cobertura foi feita em 1982 com membrana Sika. Depois da guerra, a cobertura precisava de uma grande reforma e a Sika foi escolhida pelo governo para a realizar. O trabalho foi concluído em 2015 com uma membrana azul da Sarnafil. Além disso, a Sika tem a parceria com a Habitat for Humanity para participar num programa de assistência para fornecer seis aldeias com água potável.
Qual o caminho que a Sika Costa do Marfim está a seguir? Quais são os seus alvos?
A Sika é líder no mercado da reabilitação (sem contar com as cola para cerâmica), e segundo em misturas e selagem e colagem. Os outros mercados-alvo não têm sido representativos até agora. O objectivo é ser o líder em todos os mercados-alvo, assim podemos fornecer produtos da nossa produção. Queremos produzir argamassas de alta qualidade (cola para cerâmica, reabilitação e endurecedores de pavimentos), adjuvantes de alta qualidade e silicone local. Para o mercado de coberturas queremos expandir o sucesso conseguido na catedral para impulsionar esta nova tecnologia. Nos pavimentos esperamos desenvolver resinas para pavimentos (epóxi e poliuretano) nas novas fábricas (para a decoração e para a indústria alimentar).
Quais são os atributos para viver na Costa do Marfim? O que é que pessoalmente mais aprecia?
Sem qualquer dúvida, a felicidade das pessoas, e para aqueles que apreciam a luz do sol, temos nove meses de verão e não temos a estação de inverno.
O que deseja para o futuro da Costa do Marfim?
Eu desejo estabilidade política e mais educação para os jovens. A educação será a questão principal para o sucesso, crescimento e desenvolvimento do país.